Sistema eleitoral na Venezuela é exemplo para vários países, diz embaixador

Em menos de um mês, cerca de 14 milhões de venezuelanos deverão ir às urnas para a escolha do presidente da República. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenta o terceiro mandato e concorre com mais seis candidatos, dos quais Henrique Capriles (Mesa de Unidade Democrática) conseguiu o apoio de 14 partidos políticos. O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, garantiu hoje (10) que o sistema eleitoral no país é seguro e exemplo para outros países.

“É um sistema bastante seguro. Exportamos a tecnologia eleitoral para a Índia e a Coreia do Sul, por exemplo”, disse o embaixador, informando que um sistema de impressões digitais e fotos digitalizadas controla a votação dos eleitores em toda Venezuela.

Na Venezuela, o voto não é obrigatório. Mas a expectativa, segundo o embaixador, é que 80% dos cerca de 17 milhões de eleitores inscritos participem das eleições. No Brasil, vivem aproximadamente 8 mil venezuelanos, a maior colônia está em São Paulo onde cerca de 500 pessoas votarão no dia 7 de outubro.

A posse do presidente eleito na Venezuela está marcada para o dia 10 de janeiro de 2013. O vitorioso, segundo a legislação venezuelana, é aquele que obtiver a maioria dos votos. Não há segundo turno no país nem é necessário alcançar mais de 50% da totalidade dos votos válidos.

Diferentemente do Brasil, na Venezuela os candidatos não costumam participar de debates nas emissoras de televisão nem nos veículos de imprensa. Também é diferente o uso das emissoras de rádio e televisão no país. Cada candidato tem até três minutos por dia para fazer propaganda política nas emissoras. Se o candidato quiser mais tempo, deve comprar.

O processo eleitoral na Venezuela é submetido ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), formado por cinco magistrados, e que equivale à Justiça Eleitoral no Brasil. A previsão é que o resultado das eleições presidenciais seja divulgado no próprio dia 7, por volta das 22h. Em caso de suspeitas de fraudes e irregularidades, o CNE lança advertências e promove auditorias.

Dez parlamentares brasileiros devem atuar como observadores nas eleições de outubro na Venezuela. Ao mesmo tempo, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) também designará um comissão de observadores.