Economia palestina cresceu 9,9% em 2011, diz agência da ONU

Para Unctad, ganhos são insuficientes para e perspectivas a longo prazo desanimam. 

Apesar de estar crescendo, as perspectivas a longo prazo da economia dos Territórios Palestinos não são nada animadoras. E uma das razões é porque o crescimento não é acompanhado da redução no desemprego, que continua em 26%.

É o que conclui um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulgado nesta quarta-feira (5) em Genebra, na Suíça.

Percentual

Segundo o Relatório Anual sobre Assistência ao Povo Palestino, a economia da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental cresceu 9,9% em 2011, mas esse alto percentual não deve ser interpretado erroneamente.

Para os especialistas, o número reflete principalmente o crescimento econômico na Faixa de Gaza por causa do esforço de reconstrução do território após o conflito entre o grupo islâmico Hamas e o Exército Israelense entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Paralisia

Depois de dois anos de paralisia, a economia de Gaza deu um salto de 23% em 2011 justamente por causa da reconstrução de partes da região em meio ao recente alívio do bloqueio econômico israelense. Já na Cisjordânia, o crescimento foi mais modesto: 5,2%.

Apesar do aumento, o Produto Interno Bruto (PIB) palestino ainda é 10% menor do que o de 2005.

Além disso, são muitas as fontes de preocupação quanto ao futuro da economia palestina, entre elas a diminuição das doações internacionais, o aumento da pobreza, o declínio da atividade agrícola, entre outros.