Dilma felicita início do processo de paz entre Colômbia e as Farc 

À margem do processo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Brasil recebeu apenas um comunicado do governo colombiano sobre a decisão. Em telefonema de mais de dez minutos feito ontem pelo presidente Juan Manuel Santos a Dilma Rousseff, Bogotá não convidou o Brasil para atuar nem como observador. Estão patrocinando o processo de mediação Noruega e Cuba, com apoio de Chile e Venezuela.

"Estou segura de que os atores envolvidos nesse processo de paz e reconciliação nacional terão a visão política e a sensibilidade social para pôr em primeiro lugar este grande país que é a Colômbia", diz a presidente brasileira por meio de uma nota à imprensa.

Em pronunciamento à nação nesta terça-feira, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que as conversações de paz com o grupo guerrilheiro vão começar em Oslo, Noruega, na primeira quinzena de outubro. A reunião selará o início do processo avançado de negociação que deve por fim a quase meio século de combates e violência na região.

"Nossas sociedades repudiam o uso da violência ¿ venha de onde vier ¿ para enfrentar os problemas econômicos, sociais e político da região. O Brasil historicamente tem defendido o diálogo e a negociação", diz outro trecho da nota atribuída a Dilma.

O Brasil já participou de quatro ações de libertação de reféns promovidas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha entre 2009 e 2011. A atuação brasileira em todas as oportunidades foi basicamente logística, com fornecimento de helicóptero e homens do Exército.