Assange terá asilo no Equador, segundo jornal; presidente nega

O governo do Equador concederá asilo a Julian Assange, abrigado na embaixada equatoriana de Londres desde 19 de junho, informa nesta terça-feira o The Guardian. Segundo o jornal britânico, fontes do governo em Quito informaram que o presidente Rafael Correa concordou em ajudar o fundador do WikiLeaks. Pouco depois, o presidente do Eduador, Rafael Correia, negou a informação por meio de sua conta no Twitter.

"Rumor de asilo a Assange é falso. No entanto, não há nenhuma decisão a respeito", disse Correa na sua conta @MashiRafael. Na noite de ontem´, o chefe de Estado equatoriano havia anunciado que esperava ter um resultado sobre a solicitação de Assange ainda esta semana.

Logo depois, o próprio perfil do WikiLeaks tratou de esclarecer a situação, compartilhando no seu perfil no Twitter o comunicado que Rafael Correa havia publicado. "O presidente equatoriano Rafael Correia comunicou que ainda não há decisão sobre Julian", escreveu o @WikiLeaks.

No dia 30 de maio, Assange perdeu seu último apelo às cortes britânicas contra a extradição à Suécia, cuja justiça investiga um suposto caso de estupro envolvendo o ativista. Seus defensores temem que, uma vez na Suécia, ele venha a sofrer novas investigações da Justiça americana.

Assange ganhou notoriedade mundial após publicar séries de documentos com detalhes das guerras do Afeganistão e do Iraque, além de mais recentemente trazer a público arquivos com mensagens da diplomacia dos Estados Unidos. A Austrália, país onde nasceu, não ofereceu lhe ofereceu proteção ou ajuda no caso do suposto crime sexual na Suécia.