Tribunal concede liberdade a ex-presidente das Filipinas

A ex-presidente das Filipinas Gloria Arroyo (2001-2010), de 65 anos, ganhará a liberdade sob pagamento de fiança. A decisão foi tomada pelo tribunal regional da cidade de Pasay. Arroyo ficou detida por oito meses. Ela é acusada de envolvimento com fraudes eleitorais, corrupção e pagamentos de subornos no período em que estava no poder. A ex-presidenta nega todas as acusações.

O tribunal autorizou a libertação de Arroyo do hospital militar onde se encontra, mas ela terá de pagar 1 milhão de pesos (US$ 23,7 mil). Em comunicado, o tribunal diz que considera que houve erro ao analisar considerar a existência de conspiração por parte da ex-presidenta. Arroyo está proibida de deixar as Filipinas.

Ferdinand Topacio, um dos advogados de Gloria Arroyo, disse que a família da ex-presidenta vai pagar a caução para garantir a libertação dela. "Não vemos qualquer outro obstáculo legal que a impeça de sair [em liberdade] hoje. Esperamos que ela vá para casa hoje", disse.

A ex-presidente é acusada de vários crimes, inclusive fraude eleitoral, que é punida com prisão perpétua. Ela é denunciada de ter conspirado para corromper a eleição para o Senado em 2007. O sucessor dela, Benigno Aquino, defende que Arroyo seja levada à Justiça devido às denúncias de corrupção que lhe imputa aos seus nove anos de mandato, até 2010.