Monti diz que Itália atravessa 'guerra duríssima'  

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, afirmou hoje que o país tem enfrentado uma "guerra duríssima" devido à crise econômica e financeira.

Em uma assembleia da Associação de Bancos Italianos (ABI), Monti destacou que a Itália, cuja dívida pública equivale a 120% do Produto Interno Bruto (PIB), "está no meio de um túnel" e que os efeitos das medidas anticrise só aparecerão no futuro.

"Os primeiros resultados chegarão em 2013. Meu sucessor os verá", disse Monti, que assumiu o governo italiano em novembro do ano passado, após a renúncia de Silvio Berlusconi.

Para o premier, "a guerra ainda não acabou, mesmo se tratando de uma guerra pacífica. Segundo ele, é "uma guerra contra os difundidos prejuízos da Itália, contra a difundida e cínica subestimação de nós mesmos".

Monti, porém, disse que o pior momento da Itália foi registrado na Cúpula do G20 em Cannes, na França, ocasião em que, de acordo com ele, "Berlusconi foi submetido a uma pressão próxima da humilhação". "Foi uma tentativa de fazer a Itália ceder parte de sua soberania", concluiu o premier, que nesta semana se reuniu com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas.

Desde 2011, a Itália tem adotado uma série de planos de austeridade e pacotes de incentivo ao crescimento como forma de conter a crise. Na semana passada, foi aprovado um corte de 26 bilhões de euros em gastos públicos para 2014.