Suprema Corte dos EUA aprova reforma da saúde de Obama 

WASHINGTON - Nesta quinta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou constitucional a reforma da Saúde aprovada em 2010 pelo Congresso. O veredicto, anunciado esta manhã, é considerada a maior vitória política de Barack Obama, que está em plena campanha para as eleições que acontecem em cinco meses.

A votação foi apertada na Suprema Corte (5 a 4). Coube ao seu presidente, John Roberts, o voto final. "O artigo da Lei de Reforma da Saúde que exige que certos indivíduos paguem multa por não obter seguro-saúde pode ser caracterizado como um imposto. Como a Constituição permite tal imposto, não é nosso papel proibi-lo ou aprová-lo", argumentou John Roberts.

Obama travou uma verdadeira cruzada para cumprir a promessa de campanha de fazer a maior reforma no sistema de saúde desde a implementada por Lyndon Johnson, em 1967. A lei passou na véspera do Natal de 2010, e vai atingir 30 milhões de americanos que não têm cobertura privada ou pública de saúde atualmente, além de mais de cinco milhões de idosos e milhões de jovens.

A reforma força a cobertura de saúde e, ao mesmo tempo, aumenta a base de clientes das seguradoras, reduzindo custos. O governo federal subsidiará as famílias que não tiverem condições de bancar o seguro integralmente. Além disso, proíbe que as companhias de seguro neguem solicitações de seguro  e que as empresas cobrem a mais de pessoas com doenças. Também permite que os jovens até 24 anos permaneçam cobertos pelos planos de seus pais e amplia subsídios para a compra de medicamentos por idosos. A lei também aumenta a contribuição dos estados americanos ao programas públicos de saúde. Esta foi a principal motivação para que 26 unidades da federação governadas por republicanos entrassem na Justiça.