Após confrontos, Junta Militar institui toque de recolher no Egito

A Junta Militar que governa interinamente o Egito desde a queda do ditador Hosni Mubarak decidiu impor um toque de recolher nas imediações do Ministério da Defesa, no Cairo, depois de mais um dia de violentos confrontos entre manifestantes e militares nesta sexta-feira.

De acordo com um comunicado lido na TV estatal egípcia, o toque de recolher deve durar até as 7h deste sábado, no fuso horário local.

A onda de prostestos já provocou várias mortes nos últimos dias em todo o país. Nesta sexta, os manifestantes teriam agredido os soldados que faziam a proteção do ministério com pedras e insultos. Millhares de pessoas marcharam pela capital egípcia para denunciar crimes cometidos pelo regime nos últimos dias. Durante o confronto, os militares utilizaram canhões de água e bombas de efeito moral para dispersar a multidão.

A instabilidade política no país, que se prepara para a realização de eleições diretas para a presidência, daqui há três semanas, evidencia a crescente tensão entre diversas correntes políticas e religiosas. Uma das justificativas para os tumultos é o veto à candidaturas.