Autoridades peruanas devem resgatar ainda hoje mineiros soterrados há seis dias 

As autoridades do Peru aguardam para as próximas seis horas o início do resgate dos nove trabalhadores soterrados na Mina Cabeza de Negro, a Oeste do país. Eles estão presos no local há seis dias. A região costuma registrar desabamentos de rochas e há dificuldades no terreno, aumentando as limitações para o resgate. Ontem (10), o presidente peruano, Ollanta Humala, foi ao local e conversou com os trabalhadores por meio de um tubo colocado no interior da escavação.

"Eu falei com os mineiros e entre a maioria, o clima é bastante otimista. Eles têm uma série de limitações e inconvenientes de quem está soterrado [em um local assim]”, disse o presidente, lembrando que as dificuldades aumentaram porque há uma pedra de grandes proporções na área onde são feitas as escavações.

Humala garantiu, porém, que os trabalhadores serão resgatados. "Isso envolve trabalhos que estão sendo feitos agora. Ainda teremos de esperar algumas horas. Temos de fazer um trabalho seguro para as vítimas”, ressaltou.

Os mineiros, segundo as autoridades, trabalhavam clandestinamente na Cabeza de Negro, pois o local foi desativado há alguns anos. Humala reiterou os riscos das atividades informais na mineração. Segundo ele, o trabalho em minas é arriscado e deve ser acompanhado por especialistas.

O governo mobilizou três ministros e vários especialistas para acompanhar o resgate dos mineiros. São eles os ministros da Energia e das Minas, Jorge Merino, da Mulher e Populações Vulneráveis, Ana Jara, e da Saúde, Alberto Tejada.

Os trabalhadores estão soterrados a 250 metros de profundidade. O acidente foi causado por uma avalanche rochosa. As autoridades peruanas pediram ajuda internacional para o resgate. A mina de cobre e ouro está na região de Yauca del Rosario, em Ica, a cerca de 300 quilômetros de Lima, a capital do país.

Em 2010, 33 trabalhadores ficaram soterrados em uma mina, no Norte do país, por mais de 70 dias. Todos foram resgatados com vida. As autoridades do Chile pediram a ajuda da Nasa, a agência espacial norte-americana, do México e da Argentina.