Presidente da Bolívia cancela contrato com a construtora brasileira OAS

O presidente da Bolívia, Evo Morales, rescindiu hoje um contrato com a empresa brasileira OAS, responsável pela construção de uma estrada entre Cochabamba e Beni.    "Vejo que há uma fraude ou algo suspeito", disse Morales ao justificar o cancelamento do contrato. Ele acusou a construtora de descumprir o cronograma de trabalhos das etapas I e III da estrada.    

A estrada, de 325 quilômetros, deveria ligar Villa Tunari, em Cochabamba, a San Ignacio de Moxos, em Beni, mas grupos indígenas se colocaram contra a obra.    

Eles alegaram que a estrada poderia ocasionar danos ao meio ambiente, já que ela passaria pelo Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis).    

Em outubro, Morales havia firmado uma lei que proibia a obra, mas, em janeiro, assinou outra que colocava o projeto em "consulta prévia".    

O contrato com a OAS passa de US$ 370 milhões, sendo que 80% do montante foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).