França deporta dois religiosos muçulmanos; mais três serão expulsos

Brasília – As autoridades da França deportaram dois muçulmanos, apontados como radicais religiosos, e mais três deverão ser expulsos do país nos próximos dias. A ação é uma resposta aos ataques promovidos por Mohamed Merah, de 23 anos, no mês passado, que provocou sete mortes na região de Toulouse, no Sudoeste do país.

O Ministério do Interior da França informou que as pessoas deportadas foram enviadas ao Mali e à Argélia. Ontem (2), a polícia francesa havia detido 19 suspeitos de radicalismo. Em campanha para a reeeleição, durante comício na cidade de Nancy, o presidente da França, Nicolas Sarkozy,  anunciou o fim da tolerância em relação aos radicais religiosos.

“Envio uma advertência muito clara, que deve ser bem compreendida. 'Todos os que pregarem valores contrários aos da República Francesa serão expulsos na hora, não haverá exceção, não haverá nenhuma indulgência'", disse Sarkozy.

A afirmação foi feita logo depois de o ministro do Interior, Claude Guéant, ordenar a expulsão da França de cinco imãs (líderes religiosos muçulmanos) e muçulmanos de diversas nacionalidades, considerados radicais por ameaçar os interesses fundamentais do Estado.

Dois deles - o argelino Ali Belhadad e Almany Baradji, um imã do Mali - foram deportados ontem (2).  Os outros três são homens e dois deles foram apontados como imãs suspeitos de serem  radicais. Os casos foram analisados pela comissão de expulsão.

Na semana passada, o governo francês proibiu a entrada de quatro religiosos que iam participar  do encontro anual das Organizações Islâmicas da França, de 6 a 9 de abril em Saint-Denis, nos arredores de Paris. A polícia também lançou uma ofensiva no dia 17 de março, prendendo 17 suspeitos de serem radicais.