Dez mortos na explosão de bombas no sul da Tailândia 

Dez pessoas morreram e mais de uma centena ficou ferida na explosão de três bombas neste sábado em uma grande cidade no extremo sul da Tailândia, informou a polícia.

Estes ataques, os mais mortais em cinco anos, ocorreram no centro de Yala ao meio-dia (02H00 de Brasília), com poucos minutos de intervalo entre cada atentado.

"Três bombas explodiram, a primeira foi um carro-bomba, a segunda e terceira estavam escondidas em motocicletas", informou o coronel Pramote Promin, porta-voz do exército no sul.

Vários edifícios se incendiaram e muitos veículos foram destruídos.

De acordo com uma enfermeira do hospital de Yala, cerca de 110 pessoas foram hospitalizadas no local.

O ministério da Saúde Pública, por sua vez, afirmou que 10 feridos estavam em estado crítico com queimaduras graves.

Outra bomba colocada em uma motocicleta explodiu pouco tempo depois das de Yala, na província vizinha de Pattani. O ataque feriu um policial, informou a polícia do distrito de Mae Lan.

Cinco pessoas também foram mortas em um incêndio causado por uma explosão em um hotel na maior cidade do sul, Hat Yai, segundo o governador da província de Songkhla, que acrescentou que 28 pessoas foram hospitalizadas.

Uma investigação foi aberta para determinar as causas da explosão, inicialmente atribuída a um vazamento de gás, acrescentou.

Uma insurreição já custou mais de 5.000 vidas desde janeiro de 2004 na região sul da Tailândia, ligada à Malásia até o início do século XX, e onde grupos rebeldes lutam contra a dominação de Bangcoc.

O conflito é político, mas adquiriu uma dimensão religiosa em uma população majoritariamente da etnia Malay e de fé muçulmana, ao contrário do resto do país, essencialmente budista.

Uma série de quinze explosões coordenadas ocorreu em outubro em Yala, causando caos e matando pelo menos um civil. Dois insurgentes também foram mortos quando uma bomba artesanal explodiu prematuramente.

Estes ataques marcaram o sétimo aniversário de uma manifestação, durante a qual 85 militantes contrários ao regime foram mortos.

Neste 25 de outubro de 2004, sete pessoas foram mortas a tiros pela polícia durante uma manifestação em Tak Bai e outros 78 morreram sufocados ou esmagados por caminhões que os levaram sob custódia.