Argentina questiona UE e EUA por protestos de protecionismo na OMC

O governo argentino considerou neste sábado que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) são os verdadeiros responsáveis pelas barreiras no comércio internacional, em outra resposta às queixas dos países desenvolvidos pelas medidas protecionistas do país sul-americano.

"Atualmente, dos 157 membros da OMC, os dois que mais vezes foram denunciados e que têm suas práticas sendo analisadas por tribunais especializados são os Estados Unidos, com 114 casos, e a União Europeia, com 70", enquanto a Argentina tem 17, segundo um comunicado da chancelaria.

O texto acrescenta que "a contundência da diferença mostra quem são, na realidade, os considerados pelos membros da OMC como os verdadeiros responsáveis por impedir o desenvolvimento normal do comércio internacional e a criação de um sistema mais justo".

A chancelaria reiterou que a Argentina irá manter sua política comercial, que inclui barreiras às importações e que também geraram queixas de países sul-americanos.

O governo argentino sustentou que "não vai permitir pressões externas nem internas" para alterar sua política comercial.

Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Israel, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Panamá, Suíça, Taiwan, Tailândia e Turquia, entre outros, expressaram perante a OMC "suas inquietações contínuas e crescentes sobre a natureza e a aplicação de medidas restritivas para o comércio tomadas pela Argentina".

O ministério das Relações Exteriores sustentou que a Argentina "é a economia onde mais cresceram as importações de todos os membros do G20" (nações desenvolvidas e um grupo de países emergentes), embora não forneça valores a respeito.