Israel enfrenta terceiro dia consecutivo de greve geral

O fracasso na obtenção de um acordo entre o governo e sindicatos deixou Israel mergulhado em uma greve geral pelo terceiro dia consecutivo, informou o porta-voz da central sindical Histadrout.

"As negociações entre os sindicatos e o governo fracassaram", disse esse porta-voz à AFP.

O conflito persiste em relação ao estatuto e às condições de emprego de cerca de 300 mil funcionários públicos e de parte do setor prejudicado em relação aos seus colegas terceirizados.

A greve afetou as repartições públicas e hospitais, os correios, a empresa de energia elétrica, bancos, trens, portos, a Bolsa de Valores e parte das instituições de ensino.

O aeroporto internacional Ben Gurion de Tel Aviv e os portos funcionaram quase normalmente até o meio-dia desta sexta-feira.

O secretário-geral da Histadrout, Ofer Eini, disse à imprensa que o acordo, que parecia estar a ponto de ser concluído, não ocorreu quando o ministro das Finanças, Yuval Steinitz, exigiu aos sindicatos que renunciem a outras greves por quatro anos, um pedido rechaçado imediatamente.

Eini também indicou que os grevistas esperam obter esclarecimentos sobre os critérios que permitiriam considerar um determinado número de funcionários temporários como permanentes.

O governo afirmou estar disposto a fazer concessões sobre o estatuto dos funcionários temporários, mas se negou a conceder a todos os funcionários nessa categoria os mesmos direitos dos permanentes, pelos efeitos "desastrosos" que isso teria sobre a economia.