Viúva de governador argentino é processada por 'homicídio qualificado'

A viúva do governador da província argentina de Río Negro (sul), Carlos Soria, foi processada pelo homicídio qualificado de seu marido no dia 1º de janeiro, menos de um mês depois de ter assumido o cargo, informou nesta quinta-feira uma fonte judicial.

Susana Freydoz (60 anos), a viúva de Soria, foi acusada de crime de "homicídio qualificado, agravado pelo vínculo e pela utilização de arma de fogo", segundo a resolução do juiz Emilio Stadler.

A pena prevista para este tipo de crime é a de prisão perpétua, a punição máxima da legislação argentina.

Soria, um aliado da presidente Cristina Kirchner, morreu no dia 1º de janeiro depois de ser atingido por um tiro no rosto durante uma discussão com sua esposa na residência do casal na cidade de General Roca (em Río Negro), depois das comemorações do Ano Novo.

O magistrado estabeleceu que a mulher permaneça internada na ala de saúde mental de um hospital da cidade de Cipolletti (em Río Negro), com custódia permanente, até que seja realizado o julgamento oral e público -ainda sem data- no qual será a única acusada.

Soria, que havia assumido o cargo em 10 de dezembro, no dia em que Kirchner iniciou seu segundo mandato consecutivo, foi chefe dos serviços de inteligência durante o governo de Eduardo Duhalde (2002-2003).