Presidente da Colômbia critica as Farc por adiarem libertações 

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, acusou nesta quarta-feira a guerrilha comunista das Farc de enganarem o país, por adiarem indefinidamente a libertação de seis militares reféns devido a uma suposta militarização da zona de entrega.

"Por Deus, sem mais truques e enganações. Nem sequer sabemos onde estão os sequestrados. Não entregaram coordenadas. Libertem (os reféns) já", escreveu Santos em sua conta na rede social Twitter.

O presidente Santos reagiu assim ao anúncio feito nesta quarta-feira pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de adiar indefinidamente a libertação de cinco policiais e de um militar, ação que se comprometeram a tomar em dezembro passado, devido a ações militares na região de entrega, segundo um comunicado.

A declaração de Santos se seguiu à divulgada pouco antes pelo ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, que ressaltou que a guerrilha mentia ao dizer que a zona de entrega de reféns se militarizou.

"Como ocorreu em outras ocasiões (de libertações), uma vez que uma região seja combinada, imediatamente são suspensas as operações nas áreas determinadas. Aqui nunca se falou nem de região, nem de zonas, nem de coordenadas", disse Pinzón aos meios de comunicação em Bogotá.

Os reféns cuja libertação foi anunciada em dezembro são um militar e cinco policiais que estão há mais de doze anos em cativeiro. Eles deveriam ser entregues a uma missão humanitária dirigida pela ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, com ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

As Farc, fundadas em 1964 e com cerca de 9 mil combatentes atualmente, mantêm em cativeiro ao menos 11 militares e policiais, a maioria deles há mais de uma década.