EUA terão missão de assistência no Afeganistão em 2013 

Os Estados Unidos esperam que na "segunda metade de 2013" passem de uma missão de combate para uma missão de treinamento e assistência no Afeganistão, afirmou nesta quarta-feira o secretário americano de Defesa, Leon Panetta.

Panetta disse que Washington deseja ver todos os países da Otan que participam da mesma missão no Afeganistão, entre eles a França, "respeitar" a estratégia elaborada na Cúpula de Lisboa de novembro de 2010, que previu colocar fim à transição da responsabilidade da segurança para as forças afegãs em 2014.

"Podemos esperar que até a metade de 2013 e na segunda parte do ano, passaremos de um papel de combate para um papel de capacitação e de assistência", afirmou o chefe do Pentágono, a bordo de um avião que lhe levou a Bruxelas para uma reunião ministerial da Otan.

"Fomos juntos e saímos juntos, mas devemos fazê-lo sobre a base de uma aliança de grande alcance e do firme compromisso contraído em Lisboa", completou.

Os progressos realizados no ano passado pela coalizão internacional contra os talibãs e o desenvolvimento do exército afegão deve consolidar-se este ano, ressaltou Panetta.

Segundo ele, o ano de 2013 será "crucial" para terminar a transição nas áreas que restam e passá-las para as mãos das forças afegãs.

Sobre o número de soldados americanos que permanecerão mobilizados no Afeganistão em 2013, Panetta declarou que "não há nenhuma decisão" adotada ainda por parte de seu governo. Atualmente, há no território afegão cerca de 90.000 efetivos, que devem passar a 68.000 no fim do verão do Hemisfério Norte.