Ban Ki-moon pede que o presidente sírio "pare de matar seus compatriotas"

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu neste domingo ao persidente sírio Bashar Al Assad que deixe de matar seus compatriotas, em uma declaração durante uma conferência em Beirute sobre a transição democrática no mundo árabe.

"Hoje, repito ao presidente sírio Assad: dê fim à violência, deixe de matar seus compatriotas, a repressão leva a lugar algum", afirmou Ban.

"Quem exerce o poder usando a força se arrisca à própria perdição e acaba sendo abandonado por seu povo", acrescentou Ban, citando o célebre filósofo árabe do século XIV, Ibn Jaldun.

O chefe da ONU, em visita ao Líbano por três dias, afirmou na véspera que a crise na Síria - onde a repressão deixou mais de 5 mil mortos, segundo a ONU - assume um caráter perigoso.

Ban Ki-moon também afirmou que a "ocupação por Israel dos territórios palestinos deve cessar" e enfatizou que as colônias "dificultam o nascimento de um Estado palestino viável".

"A ocupação por Israel de territórios árabes e palestinos deve cessar. A violência contra civis também", declarou.

Esta conferência reúne vários dirigentes ou ex-dirigentes, como a ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, ou o ex-chefe da Liga Árabe e candidato à presidência egípcia Amr Mussa.