Relatório de observadores na Síria pede prosseguimento da missão

O primeiro relatório dos observadores da Liga Árabe na Síria pede o prosseguimento desta missão controversa, com a justificativa de que sofreram "perseguição" por parte das autoridades e da oposição, informou uma fonte diplomática à margem de uma reunião neste domingo da organização pan-árabe no Cairo.

"O relatório apela para a continuação dos trabalhos da missão, com mais equipamentos tecnológicos, e faz um pedido à oposição e ao governo para que deixem a missão circular livremente", declarou aos jornalistas um diplomata árabe, que pediu anonimato.

O relatório indica que os observadores foram "vítimas de perseguição por parte do governo sírio e da oposição", acrescentou o diplomata.

O documento fala sobre a presença de cadáveres nas ruas, mas também sobre as acusações mútuas do poder e da oposição sobre a responsabilidade das mortes, afirmou. Os relatores informaram sobre a presença de veículos militares "na maioria das cidades" visitadas, prosseguiu o diplomata.

De acordo com a fonte, os observadores foram informados pelo poder de Damasco sobre os prisioneiros libertados, mas não conseguiram investigar se eram presos políticos ou criminosos comuns.

O comitê ministerial da Liga, responsável pelo caso da Síria, anunciou no início da tarde uma reunião no Cairo, sede da organização pan-árabe, a fim de questionar o general sudanês Mohammed Ahmed Mustafá al-Dabi, que lidera os 163 observadores atualmente na Síria.

Enquanto isso, os apelos para que a questão da Síria seja tratada pela ONU se multiplicam. A oposição síria acusa os observadores de serem "manipulados" pelo regime do presidente Bashar al-Assad e a incapacidade da Liga de acabar com a violência.