Opositora Suu Kyi pode integrar governo de Mianmar após eleição parcial 

A líder opositora Aung San Suu Kyi pode ser nomeada para um cargo do governo chamado "civil" se vencer nas eleições parciais do dia 1º de abril, afirmou neste domingo um conselheiro da presidência de Mianmar.

Suu Kyi pode obter um posto "apropriado" na alta administração pública e "também existe a possibilidade de que seja nomeada pelo governo", disse Nay Zin Latt, um conselheiro da presidência, acrescentando que tudo dependerá do que a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz quiser fazer.

Desde 1990, Aung San Suu Kyi passou a maior parte de seu tempo privada de liberdade por sua atividade de oposição à junta militar que governava o país.

Sua relação com o poder mudou desde as eleições de novembro de 2010 e de sua libertação, uma semana depois.

A Liga Nacional pela Democracia (LND), co-fundada pela ativista há mais de duas décadas e dissolvida em 2010 pela junta no poder, foi autorizada como partido político ao término de um longo processo.

Suu Kyi recebeu nesta semana a autorização do regime birmanês para se apresentar às eleições de abril, um fato sem precedentes para a "Dama" de Rangun, de 66 anos.

Aung San Suu Kyi "será candidata pela circunscrição de Kawhmuu", perto de Rangun, confirmou neste domingo à AFP o porta-voz da LND, Nyan Win.