Mais um jornalista é assassinado no México

O jornalista Raúl Quirino Garza, do jornal La última palabra, do distrito de Nuevo León (norte), foi assassinado a tiros em Cadereyta, na região metropolitana de Monterrey, a terceira maior cidade do país, informou neste sábado a Agência Estatal de Investigações. 

Quirino Garza, o primeiro jornalista assassinado no México em 2012 depois que em 2011 ao menos 11 foram mortos, "foi atacado por um grupo de homens armados quando circulava na tarde de sexta-feira em seu veículo", disse à imprensa uma fonte da Agência de Investigações. 

"Ele era repórter do jornal local La última palabra, funcionário da secretaria de Desenvolvimento Social do município e acabava de comprar o carro no qual foi morto", explicou a fonte, que pediu para não ser identificada. 

No local onde ocorreu o ataque foram localizadas ao menos 15 cápsulas de armas de grosso calibre. Membros de equipes de emergência foram ao local, mas já não foi possível salvar o jornalista. 

A Agência de Investigações "abriu várias linhas de investigação" sobre a provável causa do homicídio, completou a fonte, que, no entanto, não detalhou em que sentido apontam. 

Em 2011, ao menos 11 jornalistas foram assassinados no México, de acordo com Organizações Não Governamentais, em diferentes atos de violência, alguns deles ligados à onda de violência desatada pelos cartéis das drogas. 

A organização Repórteres sem Fronteiras, que considera o México um dos países mais perigosos para exercer o jornalismo, contabiliza cerca de 80 assassinatos de jornalistas e 13 desaparecidos nesse país desde o ano 2000.