Ahmadinejad começa visita a países da América Latina neste domingo

Brasília - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, começa amanhã (8) uma visita de cinco dias a países da América Latina. Ele inicia a viagem pela Venezuela, depois segue para a Nicarágua, Cuba e o Equador. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou a visita de Ahmadinejad e lembrou que há cerca de três anos, venezuelanos e iranianos firmaram 12 acordos de cooperação nas áreas de agricultura, indústria, comércio e energia.

Na Nicarágua, Ahmadinejad participa da cerimônia de posse do presidente reeleito, Daniel Ortega. O nicaraguense é chamado de general por Chávez e por vários líderes políticos latino-americanos por ter participado dos movimentos de guerrilha no país.

Em Cuba e Equador, Ahmadinejad se reúne com os presidentes Raúl Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador), além do ex-presidente Fidel Castro. Nos últimos anos, o governo Ahmadinejad intensificou as relações com vários países da América Latina principalmente com a Venezuela e o Brasil – durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente equatoriano informou hoje, por meio de sua assessoria, que a disposição do governo é incrementar as relações com todos os países, o que inclui o Irã. Ahmadinejad estará em Quito, no Equador, no próximo dia 12.

A ideia inicial era que Ahmadinejad visitasse a Venezuela, em setembro, mas a viagem foi adiada. Na ocasião, a imprensa oficial da Venezuela informou que o adiamento foi provocado porque o iraniano aguardava a recuperação de Chávez.

Os Estados Unidos consideraram a visita à América Latina do presidente iraniano uma busca de apoio a um regime denominado por eles "isolado". Segundo os norte-americanos, a visita põe em risco os aportes financeiros internacionais destinados à região.

"Estamos contactando os países da região [América Latina] para explicar o que implica na nossa legislação quem negocia com o Banco Central do Irã ", disse o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado americano, William Ostick. "À medida que o regime [de Ahmadinejad] sente uma pressão crescente desespera-se para conseguir amigos”, completou.