Cinquenta mortos em confrontos na Nigéria

Ao menos 50 pessoas morreram neste sábado em confrontos entre duas comunidades vizinhas em Ebonyi, sul da Nigéria, informou o governo.

"Cinquenta pessoas foram mortas quando um grupo de pessoas da comunidade Ezza atacou os residentes da vizinha Ezilo por causa de uma disputa de terras", afirmou a fonte.

Os confrontos não teriam ligação com os ataques da seita islamita Boko Haram, enfatizou.

Mais cedo, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, declarou estado de emergência na zonas do país que podem ser afetadas pela violência da seita islamita Boko Haram e anunciou o fechamento de uma parte das fronteiras do país, em uma mensagem à nação.

"Enquanto buscamos soluções, é imperativo tomar algumas medidas para restaurar a normalidade no país, especialmente nas comunidades afetadas", afirmou Jonathan em uma mensagem por rádio e TV.

"Consequentemente, declaro estado de emergência nas seguintes zonas da federação...", prosseguiu o presidente, citando quatro dos 36 estados que formam o país.

O presidente também assegurou que ordenou o fechamento das fronteiras terrestres das áreas afetadas a fim de controlar as incidências causadas pelas atividades terroristas".

Jonathan disse que a medida é necessária porque "os terroristas se aproveitaram da situação atual para atacar objetivos na Nigéria e se retiraram do alcance das forças de ordem".

Uma onda de atentados contra igrejas cometidos no dia de Natal deixou 49 mortos. A seita Boko Haram, que quer impor um Estado Islâmico na Nigéria, reivindicou estes ataques.