Jamaica realiza eleições três meses após renuncia de primeiro-ministro

Os cidadãos da Jamaica comparecem nesta quinta-feira às urnas para eleger um novo parlamento três meses após a renúncia do primeiro-ministro Bruce Golding, em um clima de incerteza política marcada pela violência durante o fim da campanha eleitoral. 

Segundo as pesquisas, a votação que opõe o Partido Trabalhista (JLP) e o Partido Nacional do Povo (PNP), no poder durante 18 anos, antes da vitória dos trabalhistas, em 2007, pode ser muito apertada. 

Estas eleições foram provocadas pela renúncia do primeiro-ministro Golding em setembro de 2011, após uma má gestão na extradição no fim de maio de 2010 aos Estados Unidos do suposto barão da droga na Jamaica, Christopher Coke, conhecido como ‘Dudus’. 

A prisão do suposto narcotraficante pelas autoridades jamaicanas provocou violentos confrontos em maio de 2010 em Kingston entre a polícia e o Exército, por um lado, e os seguidores de ‘Dudus’, pelo outro, em incidentes que deixaram ao menos 76 mortos, obrigando o governo a proclamar o estado de emergência. 

Teoricamente, as eleições deveriam ocorrer em setembro de 2012, mas o trabalhista Andrew Holness, de 39 anos, que assumiu suas funções após a renúncia de Golding, as adiantou com o objetivo de garantir sua legitimidade. 

Dezoito meses após o fim do estado de emergência, a campanha eleitoral culminou oficialmente na terça-feira passada em meio a atos de violência. Um tiroteio ocorreu durante um comício do JLP em Westmoreland, no oeste da ilha, deixando um militante do partido morto e outros dois feridos.