Coreia do Norte consagra novo líder diante de militares

A Coreia do Norte proclamou como "líder supremo" o filho e sucessor de Kim Jong-il, Kim Jong-un, nesta quinta-feira em uma grande concentração militar em homenagem ao dirigente falecido.

"O grande coração do camarada Kim Jong-il parou de bater", declarou o presidente da Assembleia Popular, Kim Yong-nam, que exerce a função cerimonial de chefe dl Estado, em um discurso pronunciado para dezenas de milhares de soldados na praça Kim Il-sung de Pyongyang. Muitos civis também compareceram ao local, segundo imagens exibidas pela televisão estatal.

"Uma partida tão inesperada e precoce é a maior perda, inimaginável, para nosso partido e a revolução", afirmou Kim Yong-nam, que ressaltou a contribuição do dirigente falecido para "a paz e a estabilidade mundial no século XXI".

Ao lado do presidente da Assembleia estava Kim Jong-un, filho mais novo e sucessor de Kim Jong-il.

"O respeitado camarada Kim Jong-un é o líder supremo de nosso partido e do Exército, herdou a inteligência, a capacidade de comando, o caráter, o senso moral e o valor de Kim Jong-il", completou Kim Yong-nam.

Vários comandantes militares estavam presentes no palanque, incluindo o chefe do Estado-Maior, Ri Yong-ho, e o ministro das Forças Armadas, Kim Yong-chun.

A cerimônia na praça Kim Il-Sung terminou com a interpretação da "Internacional" por uma orquestra militar e por uma salva de 20 disparos de canhão.

Três minutos de silêncio foram respeitados em seguida na Coreia do Norte, pontuados pelas sirenes de barcos e locomotivas do país.

A solenidade encerrou o luto nacional de 13 dias em memória de Kim Jong-il, dirigente do país durante 17 anos, que faleceu em 17 de dezembro. Na quarta-feira foi organizado um cortejo fúnebre diante de milhares de pessoas na capital do país.