Cinco militares senegaleses reféns de rebeldes em Casamanza 

DACAR - Cinco militares senegaleses são mantidos reféns há duas semanas pelos rebeldes do Movimento das Forças Democráticas de Casamanza (MFDC, separatista), anunciou nesta quarta-feira o exército senegalês em um comunicado, após um ataque que deixou vários mortos em meados de dezembro.

O exército "informa que cinco dos seis (soldados) que não se apresentaram estão agora nas mãos do MFDC", informou a Direção de Relações Públicas dos Exércitos (Dirpa), do Senegal, em um comunicado enviado à AFP.

"É a primeira vez que rebeldes do MFDC mantêm reféns soldados senegaleses. Não sabemos onde são mantidos", disse à AFP um encarregado militar senegalês que pediu para ter sua identidade preservada.

Meios de comunicação locais, citando um encarregado do MFDC, haviam anunciado esta semana a captura, pelo movimento rebelde, de cinco militares após o ataque, em 13 de dezembro, do posto militar de Kabeum (Casamanza).

O ataque deixou "vários mortos" nas fileiras do exército, segundo fontes coincidentes.

Casamanza viveu nas últimas semanas uma onda de violência. Em 21 de novembro, dez civis que procuravam madeira em um bosque, "aonde talvez tivessem se retirado os rebeldes", morreram pelas mãos de supostos rebeldes em Diagnon, a 30 km de Ziguinchor, principal cidade da região.

Nos dias 13 e 20 de dezembro, em dois ataques de rebeldes contra postos do exército, em Kabeum e Diegun, vários militares, rebeldes e civis morreram, segundo fontes coincidentes.

Desde o início da rebelião em 1982, Casamanza é cenário de ataques e enfrentamentos entre militares e membros reais ou supostos do MFDC, dividido em várias facções políticas e armadas.