Os EUA põem as mulheres no centro de resolução dos conflitos 

Os Estados Unidos vão promover a participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos no mundo, anunciou nesta segunda-feira a Casa Branca, ao apresentar um ‘plano de ação’ diplomático, militar e de cooperação ao desenvolvimento. 

"Sabemos ser essencial para a paz e a estabilidade internacionais e para nossa própria segurança nacional fazer as mulheres participar e ouvir seus conselhos - como parte de nossos esforços para a prevenção de conflitos, para pôr fim às guerras em nome de uma paz justa e duradoura, protegendo as populações civis, ao mesmo tempo. Sua participação contribuirá, ainda, com o nosso empenho em fazer com que os responsáveis pela violência paguem por seus atos’, disse um funcionário da Casa Branca. 

Segundo esse funcionário, que preferiu não ter o nome divulgado, o plano, criado por decreto do presidente Barack Obama, ‘representa una evolução dos Estados Unidos em termos diplomáticos, militares e de cooperação ao desenvolvimento, além de apoiar as mulheres nas áreas de conflito’. 

Além disso, prevê um fortalecimento das iniciativas tomadas pelo governo americano para ‘proteger as mulheres e as crianças de todo o mal, exploração, discriminação e violência, entre elas a sexual e o tráfico de seres humanos’. 

No dia 7 de outubro, quando o prêmio Nobel da Paz foi concedido a três mulheres, Obama destacou que isso demonstrava a importância de se permitir às mulheres o acesso a postos de responsabilidade. 

"Os países e as culturas que respeitam as contribuições das mulheres terminam, inevitavelmente, tendo mais sucesso do que aqueles que não o fazem’, disse então Obama.