EUA pedem abordagem prudente após morte de Kim Jong-il

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, pediu uma abordagem "prudente" da questão norte-coreana, após a morte do líder comunista do país, Kim Jong-il, afirmou um porta-voz do Pentágono esta segunda-feira. Panetta e seu colega sul-coreano, Kim Kwan-jin, "concordaram", durante conversa telefônica, que "é crítico se manter prudente com relação a tudo o que está relacionado com a nossa postura de segurança ali (Coreia do Norte) e (Panetta) pediu que se mantenham informados mutuamente nos próximos dias", afirmou a jornalistas o secretário de imprensa, George Little.

"O secretário transmitiu ao ministro o sólido compromisso dos Estados Unidos com a estabilidade da península e com a nossa aliança", declarou Little. Little informou que Panetta "deixou claro que os Estados Unidos estão ao lado da Coreia (do Sul) neste momento de incerteza" e sugeriu que os dois secretários de Defesa reconheceram que a morte do líder norte-coreano era um momento de mudança, marcado pela incerteza.

"Acho que os dois, o secretário (americano) e o ministro (sul-coreano), entendem que este é um momento delicado e que precisam observar com atenção o desenvolvimento dos fatos na Coreia do Norte e na Península", acrescentou.

Morre Kim Jong-il

O líder norte-coreano, Kim Jong-il, morreu nesse sábado, 17 de dezembro, vítima de "fadiga física", quando realizava uma viagem de trem. Sua morte só foi anunciada nessa segunda, 19, pela agência estatal norte-coreana. Após receber a notícia, o governo e o Exército da Coreia do Sul entraram em estado de alerta, enquanto a população da Coreia do Norte chorava o falecimento do líder, que abre espaço para ascensão de seu filho, Kim Jong-un, provável herdeiro em Pyongyang.

Jong-il, 69, comandava a Coreia do Norte desde 1994, após a morte de seu pai, Kim Jong-sun, fundador do país. Durante 17 anos, cultivou um dos regimes mais fechados do mundo, baseado no culto de si e do sistema comunista. O governo hermético não impediu que idiossincrasias de Jong-il viessem a público, como o autoproclamado título de inventor do hambúrguer, formando a imagem complexa de um líder excêntrico de um país isolado do mundo, cujo futuro na península coreana é agora incerto.