Robôs de Lego aplicam tratamentos médicos em torneio em São Paulo

Começou hoje em São Paulo, no colégio Dante Alighieri, no bairro Jardim Paulista, a etapa regional da Liga de Lego da FIRST (FLL). A competição de robótica, que reúne jovens entre 9 e 15 anos, termina neste domingo. O evento ocorre das 8h às 18h.

Na FLL, equipes de alunos de escolas públicas e particulares, além de ONGs, devem criar robôs com os blocos de montar e acessórios específicos, e fazer as máquinas completarem tarefas. Neste ano, o tema é "Body Forward", relacionado à engenharia biomédica. Os 40 times inscritos deverão buscar soluções de tratamento e cura para doenças, lesões e deficiências.

Um dos objetivos do torneio é estimular a criatividades dos adolescentes. Por isso, o regulamento da competição deixa claro que as instruções devem ser interpretadas literalmente. "Se uma missão é 'entrar na casa', a janela é tão válida como ponto de entrada quanto a porta", exemplifica o texto explicativo.

As disputas ocorrem em arenas, montadas lado a lado para o combate entre equipes. No dia da competição, o campo e a mesa são montados pelos participantes. As peças vêm de kits da Lego, com instruções específicas fornecidas em CD. Cada equipe participa de pelo menos três partidas por etapa, cada uma em um round.

Os dois membros permitidos para o momento da batalha se aproximam e têm um minuto para preparar seu equipamento - os outros participantes (no máximo um total de 10 por time) podem ficar próximos. Quanto o juiz autoriza o início da partida, o robô é ligado e tem dois minutos e meio para completar o máximo de missões possível.

Se algo acontecer no meio tempo e o jovem precisar encostar no robô, deve levá-lo para a base - um canto da arena, com tamanho pré-determinado. "Tocar o robô fora da base é considerado como resgate, o que pode acarretar penalidades", avisa o regulamento. Enquanto está no campo, o robô está ativo, ou seja, deve agir 100% por si só.

Para montar os robôs, deve-se usar motores, cabos, fios e lâmpadas da Lego. As regras do torneio limitam o número de algumas peças - os propulsores, por exemplo, devem ser apenas três, e um quarto item, "mesmo que esteja no bolso", é sempre ilegal. Também não valem o uso de cola, fita adesiva ou tinta, e da mesma forma é proibido usar qualquer tipo de controle remoto no ambiente da competição.

Quanto aos softwares que gerenciam os robôs, os participantes têm as opções do Lego Mindstorms, do Robolab ou do NXT. Por outro lado, não podem usar kits de ferramentas como NXT tool kit, de outra empresa de aplicativos.

As melhores equipes da etapa regional deste fim de semana participam, em março do ano que vem, da etapa nacional, que também será realizada na capital paulista. Além de São Paulo, outros estados terão fases regionais classificatórias - Rio de Janeiro, Minais Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Realizada há 12 anos em diversas partes do mundo, a Liga de Lego busca envolver as crianças no mundo da tecnologia e da robótica. Além disso, a ideia é ajudar os jovens a trabalhar em grupo - um dos critérios de avaliação dos juízes do torneio - e incentivá-los a fazer pesquisas para conhecer bem o problema e partir em busca de soluções. Também contam pontos o projeto do robô e o cumprimento das missões.