Jornalistas pedem investigação sobre agressões no Chile

Jornalistas e profissionais da comunicação pediram que a Procuradoria da República investigue casos de agressões sofridas por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas durante as recentes manifestações registradas no país, informou a agência Ansa.

O Colégio de Jornalistas do Chile e o Sindicato de Trabalhadores de Ibero-Americana Rádio Holdings solicitaram a nomeação de um juiz que apure de maneira especial os registros de agressão e expressaram preocupação pela violência contra os profissionais.

As entidades trataram sobre a agressão e prisão do colega da Rádio ADN, Esteban Sánchez, na manifestação que rechaçou o ato em homenagem ao ex-repressor Miguel Krassnoff, em 21 de novembro. Segundo elas, este episódio mostra "uma prática sistemática cada vez que se produzem incidentes entre a população e as forças policiais".

Em uma reunião com a Procuradoria, foi entregue um informe preliminar com 30 casos de profissionais agredidos na ocasião, a maioria deles preso no exercício de sua profissão e com seu material jornalístico apreendido ou destruído pelos policiais.

Para o Colégio dos Jornalistas, "as situações descritas têm impacto não somente na integridade física dos profissionais, mas também em valores fundamentais na democracia que são o exercício do jornalismo, a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos chilenos a informa-se de maneira oportuna, diversa e verdadeira tanto sobre as manifestações, atos, protestos, operações policiais, distúrbios como sobre qualquer evento considerado de interesse público".