Hillary e Suu Kyi querem trabalhar juntas por democracia em Mianmar

Duas das líderes mais reconhecidas do mundo, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se comprometeram a trabalhar juntas para implementar a democracia em Mianmar. Depois de dizer que aprecia o envolvimento dos Estados Unidos na mudança de governo no país, Suu Kyi apelou para a libertação de todos os presos políticos e fim das hostilidades étnicas em Mianmar. 

Hillary, por sua vez, agradeceu pela liderança firme e muito clara da Nobel da Paz de 1991, acrescentando que os Estados Unidos querem trabalhar tanto com os partidários da democracia quanto com o governo para melhorar as condições no país asiático.

Suu Kyi recebeu a americana em sua casa de estilo colonial britânico situada às margens do lago Inya, em Yangon. "É um grande honra para mim não só estar aqui, mas também conhecer todos vocês", disse a chefe da diplomacia dos Estados Unidos na entrada da casa.

A birmanesa passou a maior parte dos 15 anos que esteve sob prisão domiciliar nesta casa que herdou de sua mãe, que foi embaixadora de Mianmar na Índia. A mãe da ativista recebeu o imóvel como presente por ser a viúva do herói da independência do país, o general Aung San, assassinado em 1947.

Os EUA ofereceram ajuda ao governo birmanês para prosseguir com o processo de reformas políticas iniciado neste ano após a dissolução do regime militar que governou o país durante cinco décadas.

O objetivo da viagem de Hillary, a primeira de uma secretária de Estado dos EUA ao país desde 1955, é encorajar o processo de reformas empreendido pelo presidente de Mianmar, Thein Sein, que já qualificou de "histórica" a visita da secretária americana e ressaltou que o episódio "abre um novo capítulo nas relações" com os Estados Unidos.