Mianmar libertará mais presos políticos na segunda-feira

Mianmar vai declarar na segunda-feira uma nova anistia e incluirá prisioneiros políticos, anunciaram funcionários birmaneses neste domingo.

Em 12 de outubro, numa primeira anistia, foram libertados 6.300 detidos, entre eles 200 presos políticos.

Entre eles havia membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido dissolvido da opositora Aung San Suu Kyi. Mas não havia nenhum líder do levante estudantil reprimido de 1988, um dos mais importantes dos últimos 50 anos no país.

O número de prisioneiros políticos em Mianmar é desconhecido. Há alguns meses, as organizações de direitos humanos e o Ocidente calculavam que havia cerca de 2 mil.

Mas em uma carta aberta e publicada neste domingo pelo jornal oficial New Light of Myanmar, a comissão birmanesa de direitos humanos falou de 500 presos políticos, incluindo os 200 libertados em outubro.

O porta-voz da LND, Nyan Win, disse neste domingo à AFP que restam 500 presos políticos nas prisões birmanesas.

Em março passado, a junta militar até então no poder se autodissolveu e transmitiu o comando a um governo civil. O novo regime, que continua controlado pelos militares, fez vários gestos de abertura, abrindo um diálogo com Suu Kyi e renunciando a um projeto de represa muito impopular.