Violência pós-eleitoral na Nicarágua deixa 4 mortos e 10 feridos

Confrontos entre opositores e partidários do reeleito presidente Daniel Ortega deixaram quatro mortos e dez feridos na terça-feira em dois municípios do norte da Nicarágua, informou a polícia nesta quarta.

Os distúrbios provocaram "um morto em Siuna e outros três em San José de Cusmapa", revelou o porta-voz policial Fernando Borge em entrevista coletiva.

As vítimas fatais são um ativista da Frente Sandinista (FSLN, esquerda) e três opositores do Partido Liberal Independente (PLI, direita).

O primeiro distúrbio ocorreu na tarde de terça-feira, na localidade de Coperna, município de Siuna, na Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN), 500 km a noroeste da capital, durante um confronto entre opositores e a polícia, quando um militante do FSLN morreu baleado.

Segundo a polícia, os simpatizantes da aliança PLI dispararam com armas de fogo contra um grupo de agentes enviado ao local para controlar os manifestantes, inconformados com os resultados das eleições, vencidas por Ortega com 62% de votos.

O ataque deixou sete policiais feridos, sendo cinco baleados e dois contundidos.

Posteriormente, os opositores mataram a bala o secretário político do FSLN na região, Donaldo Martínez.

O outro incidente - desta vez entre opositores e partidários do governo - ocorreu em San José de Cusmapa, departamento de Madriz, ao norte de Manágua, quando morreram os três ativistas do PLI, também baleados.

As vítimas foram identificadas como Mercedes Torres, 70 anos; José Torres, 22; e Elmer Torres, de 35, segundo Fernando Borge.

Entre os feridos estão um dirigente sandinista atingido na perna por um facão e dois opositores, baleados.

No domingo passado, o presidente Ortega foi reeleito com 35 pontos de vantagem sobre Fabio Gadea, do PLI.