Chile: distúrbios durante protesto estudantil terminam com 110 detidos

Distúrbios registrados nesta quarta-feira durante um protesto estudantil em Santiago terminaram com 110 detidos, que se unem a outros 263 presos desde ontem, em dois dias de manifestações por um ensino de qualidade e gratuito.

O subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, informou no balanço do dia que foram detidos "110 dos supostos 2 mil estudantes" que enfrentaram a polícia causando estragos, após o encerramento de duas passeatas, das quais participaram 25 mil pessoas, segundo a polícia chilena.

Se forem somadas as 263 pessoas presas em incidentes que começaram ontem e se repetiram antes do começo da passeata estudantil, o total de detidos chega a 373 pessoas. A maioria já foi libertada, e algumas serão processadas por terem enfrentado a polícia. Segundo o subsecretário, 20 policiais ficaram feridos.

Os organizadores das manifestações, que contabilizaram cerca de 200 mil pessoas, classificaram o protesto de "maravilhoso", e criticaram o fato de a polícia não poder prender aqueles que tumultuam as passeatas.

"Não pode ser que a polícia não tenha capacidade operacional e logística de isolar esses manifestantes ou levá-los presos", disse Camila Vallejo, uma das principais líderes estudantis.

Os estudantes, apoiados por mais de 88% da população, exigem o fim do sistema de ensino herdado da ditadura militar (1973-1990).