Tailândia luta contra fortes inundações na capital Bangcoc

O centro de Bangcoc seguia neste domingo protegido das águas graças aos diversos diques e represas erguidos ao norte da cidade, que parecem resistir às piores inundações na Tailândia em várias décadas.

As autoridades conseguiram até o momento proteger grande parte desta megalópole de 12 milhões de habitantes, mas, no norte da cidade, os moradores precisam enfrentar vários metros de água.

"O governo tailandês fará todo o possível para mitigar o sofrimento da população, e espero que todo o mundo se una para que superemos esta prova", declarou a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra.

Um fotógrafo da AFP que sobrevoou mais de cem quilômetros ao norte de Bangcoc em um helicóptero do exército tailandês observou uma enorme extensão de água na qual aparecem apenas algumas árvores e os andares mais altos das casas.

O norte de Ayutthaya, a antiga capital imperial que abriga tempos classificados como patrimônio universal, mas também zonas industriais, parece "o mar, nada emerge mais, apenas algumas árvores".

Alguns moradores encontraram refúgio em uma ponte, na qual foi levantada uma grande tenda de campanha.

As inundações, as piores em décadas, atingem atualmente um terço do território nacional e deixaram 297 mortos.

Ao longo dos canais e do rio Chao Phraya, foram empilhados sacos de areia e as autoridades conseguiram fechar uma rachadura em um dique ao norte da cidade, cuja abertura na quinta-feira gerou algumas horas de pânico na cidade.

As autoridades advertem que este fim de semana representa um enorme risco, com a chegada de grandes massas de água do norte do país e pelas grandes marés, que frearão sua evacuação.

Para acelerar a saída das águas em direção ao Golfo da Tailândia, as autoridades pediram a mil barcos que se alinhassem, com os motores ligados, nos rios Chao Phraya, Bang Pa Kong e Tha Chin.

O impacto será limitado, reconheceu Yingluck, mas a medida é "útil e eficaz".

China, Japão e Estados Unidos forneceram apoio financeiro e logístico. Washington enviou um avião de transporte militar do Japão para ajudar a transportar milhares de sacos de areia, além de 10 soldados, segundo a embaixada dos Estados Unidos.

Neste domingo, a situação era normal no centro de Bangcoc, na maioria das regiões turísticas do país e no aeroporto internacional.

O último muro de proteção tem 4,3 metros, indicou Therdthum Wongkalasin, engenheiro civil do Departamento de irrigação do governo. "Não podemos colocar mais sacos de areia. Podemos dizer que Bangcoc está em situação segura porque recebemos muita ajuda dos soldados".

Segundo os especialistas, os danos causados pelas inundações custarão 150 bilhões de bahts (3,5 bilhões de euros, 4,8 bilhões de dólares), equivalentes de 1,3% a 1,5% do Produto Interno Bruto.