Repressão na Síria deixa nove mortos

A repressão ao movimento de protestos contra o regime do presidente Bashar al Assad deixou nove mortos neste domingo na Síria, no dia em que ocorre a reunião extraordinária da Liga Árabe, no Cairo, dedicada à situação síria.

Em Homs (centro), quatro civis foram mortos por disparos diante da residência de um dos líderes dos protestos, Mansur al Atasi, atualmente detido, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Outros dois civis morreram nos arredores de uma mesquita no bairro de Jaldiye, atingidos por disparos procedentes de um carro, segundo o OSDH.

Os dois incidentes deixaram ainda 39 feridos, destacou o Observatório.

Na região de Damasco, uma pessoa morreu na cidade de Zabadani baleada pelas forças de segurança, que abriram fogo contra manifestantes que protestavam na saída de uma mesquita para pedir a libertação de presos, informou o OSDH.

Na província de Idleb (noroeste), duas pessoas foram mortas em Jan Seijun quando as forças de segurança dispararam contra manifestantes, ainda segundo o OSDH, que cita um ativista da região.

Desde o início do movimento contra o regime, em 15 de março, a repressão já deixou mais de 3 mil civis mortos na Síria, de acordo com a ONU.

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, declarou na abertura da reunião extraordinária no El Cairo que "não podemos nos calar diante da violência" na Síria.

O delegado sírio, Yusef Ahmad, respondeu que a situação em seu país caminha para "a calma e a estabilidade", e denunciou "um complô" de "grupos terroristas armados" para derrubar o presidente Assad.