Iraque: tropas americanas já não são necessárias no norte

Já não existe a necessidade de mobilizar tropas americanas no norte do Iraque para desativar as tensões entre árabes e curdos, afirmou nesta quinta-feira o porta-voz do exército americano no Iraque, o general David Perkins.

O militar, que dirige 5.000 soldados americanos mobilizados no norte do Iraque, assegurou que o contingente retirou-se dos postos de controle que supervisionava com o objetivo de prevenir confrontos entre as tropas curdas e as forças iraquianas.

"Já não há forças americanas mobilizadas permanentemente nesses postos de controle como ocorria antes", declarou Perkins no Iraque por meio de video-conferência.

Três batalhões encontravam-se mobilizados nos postos de controle do norte, mas estes voltaram a ficar a cargo das forças iraquianas depois de 18 meses de transição, informou o general.

"O que está claro é que não há necessidade" de que as tropas americanas "continuem desempenhando o papel que tinham, sobretudo com o mesmo número de efetivos. Consideramos que os postos de controle podem funcionar perfeitamente sem a presença dos americanos", disse Perkins.

Em virtude de um acordo firmado com as autoridades iraquianas em 2008, os Estados Unidos devem retirar todas as suas tropas antes do fim do ano, salvo se for assinado um novo acordo entre as partes.

Um soldado da tropa dos Estados Unidos morreu nesta quinta-feira no norte do Iraque, segundo anunciou o exército em um comunicado divulgado em Bagdá, sem informar as causas da morte.

A última morte de um soldado americano em situação de combate datava de 15 de julho, segundo o site independente Icasualties.org.

Essa nova morte eleva para 4.477 o número de militares americanos mortos desde a invasão do Iraque em 2003, o que precipitou a queda do regime de Saddam Hussein, segundo um balanço da AFP baseado nos dados de www.icasualties.org.