Julgamento que pode libertar Amanda Knox chega na fase final

O recurso contra a condenação da americana Amanda Knox por homicídio entrou em sua fase final neste sábado, com uma audiência no tribunal de Perugia, na Itália. Depois de quase quatro anos presa acusada de abusar sexualmente e assassinar a colega de quarto Meredith Kercher, durante um jogo sexual em novembro de 2007, ela aguarda a possibilidade de ficar em liberdade.

A família de Knox espera que uma revisão na evidência de DNA utilizada para condená-la leve à absolvição da jovem no julgamento que deve ser encerrado na próxima semana. Se absolvida, a americana pode ser libertada imediatamente, segundo o professor de processo penal na Universidade de Perugi, Carlo Fiorio. Ela também podem ter sua pena confirmada, reduzida ou aumentada.

A britânica Kercher foi encontrada semi-nua e com a garganta cortada em seu apartamento em Perugia, onde fazia um intercâmbio de estudos de um ano. O tribunal italiano havia condenado Knox a 26 anos de prisão em 2009, juntamente com o seu namorado, o italiano Raffaele Sollecito. Rudy Guede, um andarilho da Costa do Marfim, também foi condenado por participação no assassinato. Os três se dizem inocentes.

As reviravoltas no caso despertaram grande interesse na Inglaterra e nos Estados Unidos, onde Knox foi considerada por alguns como vítima da polícia italiana. A história chegou a ser transformada em filme para a televisão americana, embora os advogados da suspeita e os familiares da vítima tenham tentado impedir sua veiculação.

DNA

Knox voltou ao tribunal para o julgamento de apelação que contesta as provas de DNA da polícia italiana que ajudaram a condená-la pela morte da estudante britânica. Escrito por dois peritos independentes da Universidade Sapienza, de Roma, o relatório de revisão do exame refuta o trabalho de Patrizia Stefanoni, cientista da polícia forense que encontrou traços do DNA de Knox e de Sollecito em uma faca de cozinha, e o de Sollecito no fecho do sutiã usado por Meredith.