Chanceler é obrigado a marchar com indígenas bolivianos

O chanceler boliviano David Choquehuanca, que tentava reiniciar negociações com os indígenas contrários à construção de uma rodovia através de uma reserva ecológica, foi forçado a marchar com os manifestantes e utilizado como escudo para romper uma barreira policial.

Os incidentes ocorreram logo depois que o chefe da diplomacia boliviana tentou reiniciar um diálogo com os indígenas, que há mais de um mês caminham até La Paz para protestar contra uma via asfaltada promovida pelo presidente Evo Morales.

Os indígenas insistiram em prosseguir com a marcha e usaram o diplomata para forçar a passagem ante a barreira de policiais, rompendo o cordão de isolamento sobre uma ponte, enquanto que Choquehuanca era obrigado a encabeçar o movimento.

O chefe da diplomacia boliviana, da etnia aymara, está sendo obrigado a caminhar com os indígenas, confirmou o vice-ministro da Coordenação Governamental, Wilfredo Chávez.

A estrada em questão é parte da rodovia que unirá os oceanos Pacífico e Atlântico e promoverá o comércio na América do Sul. O projeto é financiado pelo Brasil, com custo total de 415 milhões de dólares.