Governo americano pede a renúncia do presidente do Iêmen

A Casa Branca pediu nesta sexta-feira ao presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que "realize uma transição completa", após o retorno surpreendente ao seu país depois de uma ausência de três meses, e que organize uma eleição presidencial "antes do fim do ano".

O porta-voz da Presidência americana, Jay Carney, também "condenou o uso da força" contra os manifestantes reunidos nas ruas do Iêmen e afirmou que apenas "uma solução política" pode pôr fim à crise atual neste país.

"Diante da atual instabilidade no Iêmen, pedimos ao presidente Saleh que realize uma transição completa do poder e faça tudo o que for necessário para que uma eleição presidencial seja realizada antes do fim do ano, no âmbito da iniciativa do Conselho de Cooperação do Golfo", acrescentou Carney.

O porta-voz afirmou que "os iemenitas sofreram muito e merecem um caminho em direção a um futuro melhor".

"Queremos ver um Iêmen que avance. Quer o presidente Saleh esteja ou não no país, ele pode fazer com que este objetivo se concretize (...) deixando o poder e permitindo que o país siga em frente", disse a porta-voz do departamento de Estado, Victoria Nuland.

Enfrentando uma revolta nas ruas desde janeiro, Saleh, acusado de corrupção e nepotismo, voltou da Arábia Saudita, onde esteve hospitalizado após ser ferido em um ataque contra seu palácio em Sanaa no dia 3 de junho.