Delegação americana abandona plenário em meio a discurso iraniano na ONU

As delegações dos Estados Unidos e da União Europeia abandonaram o plenário da ONU enquanto o presidente iraniano discursava. Um diplomata americano foi o primeiro a sair da reunião, mas logo foi seguido pelos 27 representantes da UE.

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Mahmud Ahmadinejad acusou a Otan de permitir o tráfico de drogas em locais onde forças internacionais exercem ocupação.

"O tráfico de drogas e o assassinato de seres humanos inocentes são permitidos na busca por objetivos diabólicos. Mesmo com a presença da Otan no Afeganistão, a produção de drogas ilícitas aumentou no país", disparou Ahmadinejad.

O líder do Irã também comentou o 11 de Setembro, questionando-se sobre quem teria usado o "misterioso incidente como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque".

Ahmadinejad aproveitou para criticar os judeus. O iraniano pediu, ainda, que as grandes potências ocidentais paguem indenizações pela escravidão.

"Quem tirou à força milhões de pessoas de suas casas na África?", questionou o iraniano.

"É claro como o dia que os mesmos senhores de escravos e potências coloniais que um dia instigaram as duas guerras mundiais espalharam miséria e desordem pelo mundo", continuou.

O líder iraniano voltou a colocar dúvida existência do Holocausto, não deixando de criticar os Estados Unidos por matar Osama Bin Laden, em vez de levá-lo à justiça.

"O senhor Ahmadinejad teve a chance de tratar das aspirações de liberdade e dignidade de seu próprio povo, mas preferiu se dedicar a fazer horrendos comentários antissemitas e divulgar teorias da conspiração", disse o porta-voz da missão americana, Mark Kornblau.