Repressão do regime sírio deixa 17 mortos em Hama

Dezessete pessoas morreram nesta segunda-feira atingidas por disparos de militares e das forças de segurança sírias durante uma vasta operação nos arredores de Hama (centro), segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com um comunicado desta organização com sede em Londres, "o registro de vítimas da operação efetuada nesta manhã pelas forças de segurança e pelos militares dos arredores de Hama subiu para 17 mortos".

Mais de 60 pessoas foram detidas, segundo a mesma fonte.

No restante do país, uma criança de 12 anos morreu depois que as forças de segurança abriram fogo contra um funeral em Duma, perto de Damasco, e um homem e seu filho morreram em Homs (centro) durante operações das forças de segurança, segundo a mesma fonte, que elevou para 20 o número de mortos pela repressão nesta segunda-feira.

Segundo ativistas de Direitos Humanos, as forças militares e de segurança sírias buscavam em Hama o procurador-geral da cidade, Adnan Bakur, que se uniu recentemente à revolta, acusando o regime de cometer abusos.

As tropas sírias já lançaram uma forte operação em Hama entre 31 de julho e 10 de agosto, deixando mais de 100 mortos, segundo os ativistas, depois que as manifestações contra o regime reuniram centenas de milhares de pessoas nessa cidade.

Segundo a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, a repressão na Síria deixou cerca de 2.600 mortos desde março.