Caminhoneiro chinês é executado por atropelar pastor mongol

Um motorista de ônibus foi executado na China por atropelar um pastor mongol, que participava de um protesto contra o barulho e poluição produzidos por caminhões movidos a carvão que transitavam por suas pastagens, de acordo com o jornal The Guardian.

A agência oficial Xinhua News informou que Li Lindong foi executado no último dia 18. O pastor, chamado Mergen (como muitos mongois, ele usa apenas um nome), participava no dia 10 de maio de um protesto contra a presença dos caminhões e bloqueava uma via quando foi atropelado por Li Lindong, sendo arrastado por cerca de 145 metros antes de morrer.

Sua morte levou a uma das maiores manifestações dos últimos 20 anos na Mongólia. Os habitantes do sul do país, que faz fronteira com a China, exigem justiça e maior proteção ao estilo de vida nômade dos pastores e a cultura local.

Li Lindong foi sentenciado à morte em junho, após julgamento de cerca de seis horas. O também caminhoneiro Lu Xiangdong, no veículo no momento do incidente, também foi condenado por homicídio, recebendo uma pena de prisão perpétua. Outras duas pessoas, Wu Xiaowei and Li Minggang, foram condenados por obstruir o trabalho da polícia, o que permitiu que Li Lindong e Lu Xiangdong fugissem.

Segundo o Guardian, a crescente migração para o interior da Mongólia pelo grupo étnico chinês Han e o crescimento da indústria mineira na região têm colocado sob pressão o meio de vida tradicional da região.