Feministas protestam em tribunal de Manhattan contra DSK

Vinte e cinco feministas protestavam na manhã desta terça-feira diante do tribunal de Manhattan contra Dominique Strauss-Kahn, a duas horas de uma audiência crucial na qual o juiz deve arquivar a causa penal contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"DSK, que vergonha!" e "Nafissatou, acreditamos em você", afirmavam os cartazes exibidos pelas manifestantes diante do imponente edifício no sul de Manhattan.

"Queremos que o promotor continue com o processo contra Strauss-Kahn", afirmou Alison Turkos, da "Slut Walk" ("Marcha das cadelas"), uma associação que milita para acabar com a violência contra as mulheres.

Dominique Strauss-Kahn deve entrar no tribunal na companhia dos advogados Benjamin Brafman e William Taylor para, provavelmente, ser comunicado sobre o arquivamento do processo penal.

Strauss-Kahn foi acusado de cometer crimes sexuais contra Nafissatou Diallo, uma camareira do hotel Sofitel de Manhattan, em 14 de maio.

Duas horas antes do início da audiência crucial, 30 policiais instalaram barreiras ao redor dos jornalistas.

Uma ativista exibe um cartaz com a pergunta: "DSK, já não provocou danos suficientes como diretor-gerente do FMI?".

Betty Maloney, 65 anos, afirma ter sido estuprada em 1969 em Detroit, mas a polícia abandonou o caso por "falta de provas".

"O FMI viola os países do Terceiro Mundo. Foi o Fundo que criou esta massa de imigrantes através do mundo. DSK está envolvido na violação dos países do Terceiro Mundo, mas também em um caso de estupro bem real", declarou.