Presidente palestino defende causa na Bósnia

O presidente palestino, Mahmud Abbas, chegou neste domingo à Bósnia, país membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde advogará diante dos líderes locais a favor do futuro pedido palestino de adesão plena à ONU, informou a rádio nacional (BHR1).

"Trata-se de uma visita de trabalho para falar sobre a situação política no Oriente Médio, que faz parte dos esforços palestinos para obter o estatuto de membro pleno como Estado da Palestina na ONU", declarou o embaixador palestino na Bósnia, Khaled al-Atrash, à BHR1.

Abbas se encontrará na segunda-feira com os membros da presidência colegial bósnia, Zeljko Komsic (croata), Nebojsa Radmanovic (sérvio) e Bakir Izetbegovic (muçulmano), indicou a presidência bósnia em um comunicado. Ele também se reunirá com o ministro das Relações Exteriores bósnio, Sven Alkalaj.

A Bósnia forma parte dos dez membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Para fazer com que uma resolução seja aprovada, nove dos 15 membros do Conselho de Segurança (10 não permanentes, 5 permanentes com direito a veto) devem votar a favor.

Diante do bloqueio do processo de paz, a Autoridade Palestina lançou uma iniciativa para fazer com que o Estado da Palestina seja reconhecido na Assembleia Geral da ONU, que será realizada em setembro em Nova York.

O presidente apresentará no dia 20 de setembro um pedido de adesão plena das Nações Unidas, apesar da hostilidade de Israel e dos Estados Unidos, anunciou no sábado o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al Malki.

Os palestinos querem obter a adesão plena à ONU e o reconhecimento da Palestina nas fronteiras de 4 de junho de 1967, antes da Guerra dos Seis dias, ou seja, a totalidade da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental, que seria a capital.

No entanto, o pedido palestino enfrenta a negativa dos Estados Unidos, que ameaçam utilizar seu poder de veto no Conselho de Segurança.

Al-Malki espera que "mais de 130 Estados reconheçam o Estado da Palestina" nas fronteiras de 1967.