EUA pede que China, Rússia e Índia tomem medidas contra a Síria

A secretária de Estado americana Hillary Clinton pediu nesta quinta-feira a China, Índia e Rússia que aumentem a pressão sobre o presidente sírio Bashar al-Assad para que contenha a brutal repressão das forças do governo contra os manifestantes opositores.

Em uma entrevista concedida à rede de televisão CBS News, Hillary sugeriu que China e Índia imponham sanções à indústria energética e pediu que a Rússia pare de vender armas a Damasco, que tem sido cliente de Moscou há décadas.

"O que realmente precisamos fazer para pressionar Assad é sancionar a indústria do petróleo e do gás. E queremos ver a Europa tomar mais medidas nesse sentido", disse.

"Queremos ver a China tomar medidas conosco. Queremos ver a Índia, porque Índia e China têm vastos investimentos em energia dentro da Síria. Queremos ver a Rússia suspender a venda de armas para o regime de Assad", disse a chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

A porta-voz de Hillary, Victoria Nuland, declarou mais cedo à imprensa que não sabe quando a Rússia fez sua última entrega de armas à Síria.

Mas quando foi perguntada se Washington tinha pedido à Rússia para suspender a venda de armas, Nuland respondeu: "Fizemos isso repetidamente, durante muitos, muitos anos e por mais de um governo".

Hillary Clinton saudou o fato de China e Rússia, após terem se negado a condenar a Síria, apoiarem a resolução do Conselho de Segurança da ONU na semana passada, denunciando o regime sírio.