Senadoras americanas acusam Mianmar de usar estupros como "arma de guerra"

Doze senadoras dos Estados Unidos acusaram nesta quarta-feira o regime de Mianmar de utilizar o estupro como "arma de guerra" e instaram a secretária de Estado, Hillary Clinton, a pressionar o governo birmanês para acabar com a prática.

"Dado o uso em vigor do estupro como arma de guerra por parte do regime birmanês, instamos (Hillary Clinton) a pedir (que o país) acabe com essa prática e realize nosso objetivo comum de estabelecer uma comissão internacional de investigação de crimes de guerra e crimes contra a humanidade", escreveu o grupo em uma carta a Hillary.

"Não devemos permitir que esse regime continue cometendo crimes tão graves, enquanto o povo de Mianmar continua sofrendo", disseram as senadoras, entre elas a presidente do Comitê de Inteligência do Senado, Dianne Feinstein.

As senadoras democratas Barbara Boxer, Kay Hagan, Amy Klobuchar, Mary Landrieu, Barbara Mikulski, Patty Murray e Jeanne Shaheen, e as senadoras republicanas Kay Bailey Hutchison, Susan Collins, Lisa Murkowski e Kelly Ayotte assinaram a carta.