Obama volta a se reunir com líderes do Congresso para dar mais uma chance a negociações

O presidente Barack Obama voltou a se reunir com líderes do Congresso neste sábado para uma nova negociação, numa verdadeira corrida contra o relógio, em busca de um acordo para aumentar a capacidade de endividamento dos Estados Unidos e evitar um calote, observou um correspondente da AFP.

Obama está com o líder democrata do Senado, Harry Reid, e o republicano Mitch McConnell no encontro, do qual também participa a líder democrata da Câmara Baixa, Nancy Pelosi, e o presidente desta Casa, o republicano John Boehner.

O vice-presidente, Joe Biden, também está presente nas conversações, no gabinete da Casa Branca.

Obama convocou a reunião de emergência à noite, depois do fracasso das negociações de sexta-feira. Renovou a exigência de que qualquer acordo final passe pelo aumento dos impostos pagos pelas grandes corporações e os setores mais ricos da economia - uma proposta à qual se opõem os adversários republicanos e que vem sendo um dos pontos mais importantes do acordo.

"Esse é o ponto central desta proposta: cortes importantes, equilibrados por algumas novas receitas", disse o presidente em seu discurso semanal.

Barack Obama havia anunciado, na sexta-feira o malogro das negociações de última hora com os republicanos para ampliar o limite da dívida.

Chegou a criticar os republicanos por não aceitarem um "pacto extraordinariamente justo".

O presidente americano falou em uma coletiva de imprensa improvisada, após o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, dizer que seu partido se retirava do diálogo com a Casa Branca para buscar uma saída para o problema da dívida.

Todos esses esforços são destinados a aumentar o limite da dívida dos Estados Unidos, de 14,3 trilhões de dólares, antes de 2 de agosto, quando o governo da nação mais rica do mundo ficará sem dinheiro para pagar suas contas.

"Basicamente o que havíamos oferecido ao presidente da Câmara, John Boehner, foi mais de um trilhão de dólares em cortes nos gastos, tanto internos quanto de defesa", disse Obama, na sexta-feira, a jornalistas.

"É difícil entender por que o presidente da Câmara Boehner rejeitaria este tipo de acordo e, francamente, há um monte de republicanos que se perguntam por quê não poderia ser implementado".

Obama acrescentou que o povo americano está "farto" das posturas políticas, e disse que estava disposto "a assinar uma extensão do limite da dívida até 2013".

"Estou disposto a assumir a responsabilidade".

Apesar do fracasso das negociações, o presidente destacou que está "certo" de que os EUA vão honrar seus compromissos e sua dívida.