Juiz expulsa servo-bósnio Ratko Mladic da sala de julgamento

O ex-líder militar servo-bósnio Ratko Mladic, acusado de genocídio, foi expulso pelo juiz da sala de julgamento, nesta segunda-feira, depois de interromper constantemente o magistrado e encarar algumas mães de Srebrenica, presentes no Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPII) de Haia. Mladic se negou a se declarar culpado ou inocente. "O tribunal adverte que o senhor será retirado da sala. Segurança, retire Mladic", declarou o juiz holandês Alfons Orie.

O ex-general foi retirado da sala de audiências depois de ter recebido diversas advertências do juiz Orie, o qual interrompeu de maneira reiterada, durante sua segunda audiência. O juiz Orie tomou nota de uma alegação de inocência em nome de Mladic, como está previsto no regulamento do tribunal.

Nesta segunda-feira, o acusado estava representado pelo mesmo advogado de ofício que o assessorou na primeira audiência, Aleksandar Aleksic. Sua equipe permanente de defesa ainda não foi designada.

Durante a primeira audiência, em 3 de junho, Mladic pediu um prazo adicional para examinar as acusações contra ele. Ratko Mladic, 69 anos, acusado de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), foi detido em 26 de maio na Sérvia, depois de passar 16 anos foragido. Ele é acusado em particular pelo massacre de Srebrenica (Bósnia oriental) em julho de 1995, o mais grave cometido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, no qual foram executadas mais de 8.000 pessoas.