Escolas católicas de Nova York fecham as portas por falta de fundos e alunos

Cerca de 30 escolas católicas fecharão as portas definitivamente nesta semana, em Nova York, no âmbito de uma reestruturação decidida pela arquidiocese para enfrentar problemas de financiamento e uma queda abrupta do número de alunos matriculados.

A medida, aprovada pelo arcebispo Timothy Dolan, afeta 27 (10%) das 274 escolas católicas dos dez condados do vale do rio Hudson, sob a esfera da arquidiocese de Nova York, segundo números oficiais.

"Estas escolas têm visto uma queda de 71% em suas matrículas nos últimos cinco anos", informou a diocese arcebispal, ao enumerar uma das razões de sua decisão.

Segundo explicou, com estes fechamentos, seu déficit econômico será reduzido em 10 milhões de dólares.

O número de estudantes afetados pela decisão é de 3.652, o que representa "7% destes matriculados em escolas católicas de nível fundamental" na região sob controle da arquidiocese.

Atualmente, 80 mil alunos frequentam escolas fundamentais e secundaristas dos dez condados desta arquidiocese, segundo números da Superintendência de Escolas Católicas de Nova York.

Entre as escolas que fecham as portas estão algumas com muita história, como a de San Martin de Tours, no Bronx, com 86 anos de história.

Segundo dados da Superintendência, os alunos de origem latina (30%) são o segundo grupo, atrás dos anglo-saxões (43%) a frequentar escolas católicas.

Ao longo de 2010, a diocese arcebispal de Nova York tinha se dedicado a preparar um plano para garantir o futuro a longo prazo de suas escolas, levando em conta as dificuldades econômicas que atravessa e a diminuição dos alunos matriculados.

A princípio, a ideia era fechar 32 escolas que o Comitê de Reconfiguração considerava "em risco" de perder um significativo subsídio financeiro que recebem da arquidiocese.

Mas cinco estabelecimentos da lista original conseguem convencer as autoridades com um plano de viabilidade.